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terça, 03 de fevereiro de 2026
Câmara aprova Moção de Repúdio ao fundo de financiamento público
30 de agosto de 2017


Ontem (28), em Sessão Ordinária, os vereadores aprovaram por unanimidade uma Moção de Repúdio pela aprovação, na Comissão Especial da Reforma Política, do fundo público para financiamento de campanhas eleitorais. 
Em 2015, após serem descobertos os esquemas de propina na Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal proibiu doações feitas por empresas para financiar campanhas eleitorais. A proposta de criação do FFD (Fundo Especial de Financiamento da Democracia) foi a solução encontrada pelos parlamentares para aumentar o financiamento de campanhas.
Caso seja aprovado, o fundo será abastecido pelo Estado com R$ 3,6 bilhões em 2018. Os partidos passarão a ter um duplo financiamento e o FFD vai integrar o financiamento do Fundo Partidário, já previsto na Constituição.
O vereador Luiz Henrique Viotto – Macetão (PP), autor da Moção, explicou que o fundo eleitoral resultará em prejuízo para o trabalhador, pois serão cortados recursos de políticas sociais, como saúde, educação Bolsa Família e salário mínimo, injetando dinheiro num sistema político partidário considerado falido por muitos brasileiros. 
O vereador comentou sobre a criação do FFD: “O Brasil está assolado em uma crise política sem fim, a cada dia aparece denúncia de corrupção. É uma vergonha. Nós podemos fazer alguma coisa votando certo. É vendo, agora, nessa votação quem vai estar a favor desse fundo que rouba dinheiro do cidadão. E esse fundo vai ser criado, é o que se discute nos corredores “vamos tirar R$ 10 do trabalhador e criar um fundo para a gente, para eu seguir minha carreira política”. Eu acho inadmissível criar um fundo sem vergonha desse para financiar essas pessoas que a cada dia nos enojam.  Não é possível ficar calado frente a isso”.
O vereador Tiago Abra (PP) falou sobre o fundo: “Os políticos em Brasília não estão nem um pouco preocupados com o país porque eles recebem um salário gordo, têm um monte de benefícios, então, a única preocupação que eles têm é se manter no poder. Estão querendo aprovar uma reforma política para apoiar os envolvidos em Lava Jato, em corrupção, em bandidagem, em detrimento do que é melhor para a população. Enquanto não tivermos uma campanha que obriga o politico a ir aos municípios, em casa por casa, a gastar sola de sapato, a política no nosso país não vai para frente”, disse.
A Moção de Repúdio foi aprovada por unanimidade. Cópia do documento será encaminhada à Presidência da Câmara dos Deputados e a todos os membros das bancadas que representam o estado de São Paulo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.