Câmara participa da intermediação entre MST e Justiça Federal
06 de dezembro de 2007
Aconteceu na segunda-feira, 03 de dezembro, às 16h, uma audiência intermediada pelas lideranças do Legislativo - a presidenta Aracy, Executivo ? o prefeito Humberto Parini, da Diocese ? Dom Demétrio Valentini e Polícia Militar através do Ten. Cel. José Paschoal Nicoletti, entre os Juízes da Justiça Federal, Dr. Pedro Luiz Piedade Novaes e Dr. Jatir Pietroforte Lopes Vargas com a comissão de líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), entre eles o padre Renê.
O grupo de manifestantes ficou acampado na Praça João Mariano de Freitas (praça do jacaré). Eles chegaram à praça na tarde do domingo, 02 de dezembro. Segundo os líderes, a concentração do grupo representa uma forma de chamar a atenção das autoridades e da imprensa, visando colocar o problema da terra como centro das discussões na sociedade.
Com a audiência agendada, os manifestantes se mantiveram tranqüilos acampados na praça, sem qualquer movimentação inadequada, respeitando o patrimônio público e a todos os cidadãos que habitualmente freqüentam o local. Às 16 horas, iniciada a audiência, o foco da discussão foi o andamento dos processos de desapropriação das terras que já foram consideradas improdutivas e das terras adquiridas de forma ilegal pelos proprietários através da grilagem.
Os processos que tramitam na Justiça Federal de Jales são: Sud Menucci ? Faz. Jangada e Faz. Santa Maria, Pereira Barreto ? Faz. Santo Ivo e Jamaica, Itapura ? Faz. Lagoão, Faz. São Rafael do Bom Retiro e Faz. Santa Adélia. Para os juízes, a maioria desses processos está no Tribunal Federal de São Paulo e os que aqui se encontram estão em andamento obedecendo à tramitação legal, explicaram.
Para a presidenta da Câmara Municipal, Aracy (Tatinha), ?evidentemente que, quando se trata do MST, as opiniões se dividem. Muitos são levados pelos preconceitos culturais de uma sociedade cristalizada em estratificações sociais?. Finaliza a presidenta, ?o problema dos sem-terra tem que ser entendido em seu aspecto social, assim como muitos outros que bem conhecemos e que só ganham sentido quando analisados no contexto global, onde estão inseridos. Há que se rever a injustiça social da divisão das terras brasileiras com urgência?.

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