Por meio da Diretora do Departamento de Atenção Básica à Saúde, Ana Paula Britto da Silva Rotune, e da Diretora do Departamento de Unidade de Avaliação e Controle, Milene Tarlao Navas Settemo – ambas da Secretaria Municipal de Saúde -, a Prefeitura forneceu diversas informações em resposta ao Requerimento nº 97/2025, do Presidente da Câmara Municipal de Jales, Vereador Bruno Henrique de Paula (PL), sobre a quantidade de médicos pediatras e ginecologistas que integram a rede municipal de saúde, entre outros pontos.
No documento, de Paula quis saber quantos médicos pediatras e quantos médicos ginecologistas atualmente integram a rede municipal de saúde. Rotune, em ofício, afirmou que atualmente integram a rede de atenção básica três médicos pediatras e um médico ginecologista, com carga horária atual de sessenta horas em pediatria e quarenta horas em ginecologia.
O Edil também questionou qual seria o número ideal de profissionais nessas duas especialidades para atenderem plenamente a demanda da população jalesense. A resposta de Rotune foi que a Prefeitura de Jales oferece atendimento na especialidade de pediatria e ginecologia todos os dias da semana, de segunda a sexta-feira, em forma de escala, e que além dos atendimentos das especialidades, em cada Estratégia de Saúde da Família - ESF existe um médico clínico geral que é responsável por todos os elementos que compõem o ambiente familiar da sua população adscrita, independentemente da faixa etária. “Cabe ao médico da ESF o acompanhamento de toda a população da área de abrangência das unidades, em todos os ciclos de vida, sendo opção do município acrescentar essas especialidades nas unidades, com o intuito de resolver as demandas específicas e apoiar o diagnóstico”, completou a Diretora.
Mais uma indagação do Presidente da Câmara foi sobre os motivos que justificam a manutenção de apenas esse número atual de médicos especialistas na rede pública municipal. Em resposta, Rotune reforçou que o município promove todos os serviços necessários no contexto da Atenção Básica, “optando por acrescentar atendimento de especialidades de segunda a sexta-feira, de acordo com escala específica”.
Outra questão levantada por de Paula no Requerimento foi por qual razão a Prefeitura não realiza concurso público para preenchimento de vagas nas especialidades de pediatria e ginecologia, tendo em vista que médicos contratados por empresas terceirizadas, por não possuírem vínculo efetivo com o município, muitas vezes se desligam ao receberem propostas mais vantajosas. Rotune mencionou que foi realizado concurso público para médico clínico geral em 2017 e que foram convocados profissionais, porém não assumiram o cargo. “Existem estudos que apontam o número de profissionais médicos especialistas no Estado de São Paulo, que corresponde a 16,26% da população médica nacional. Logo, ainda que seja um dos mais populosos entes federados, o estado paulista, em toda sua extensão, sequer comporta 20% dos médicos do país, dificultando a convocação da quantidade de profissionais. Consequentemente, tendo em vista a escassez de profissionais especialistas, isso dificulta a contratação para atuar nas unidades de saúde”, explicou a Diretora.
No Requerimento, o Vereador também perguntou qual é o número atual de pacientes de Jales que aguardam exames de ultrassonografia e se existe a possibilidade de a Prefeitura realizar um mutirão para zerar essa fila. Em caso positivo à primeira dúvida, indagou se há previsão de data, e em caso negativo, quis saber qual seria o motivo. Settemo detalhou que atualmente consta em fila de espera um total de 2369 pedidos de ultrassonografia. Também acrescentou que as vagas do referido exame são disponibilizadas pelo Departamentos Regionais de Saúde - DRS e existe uma solicitação da Secretaria Municipal de Saúde na tentativa de ampliação do número de exames ofertados. “O município é responsável pela gestão plena da Atenção Primária em Saúde, e os serviços de maior complexidade são de outra esfera de gestão”, esclareceu.
Por fim, de Paula questionou qual é o número de pacientes da cidade atualmente aguardando por consulta com médico oftalmologista, e se existe possibilidade de mutirão para zerar a fila. Novamente, em caso negativo, pediu para saber qual seria o motivo, e em hipótese positiva, perguntou se há previsão para sua realização. Settemo respondeu que a fila para atendimento na especialidade de oftalmologia consta de 1689 pacientes e que, no momento, a Pasta considera inviável a realização de um mutirão de oftalmologia, “visto que para um atendimento de qualidade aos usuários, seria necessário ir além da consulta, havendo necessidade também de contratação de exames específicos da área médica em questão, não disponibilizados pela Atenção Primária em Saúde”.
Outros detalhes sobre o Requerimento e a resposta estão disponíveis no link https://jales.siscam.com.br/Documentos/Documento/51824.

segunda, 02 de fevereiro de 2026 
